Ilhéus faz manifestação contra construção de porto privado

Coalizão de ONGs e movimentos locais rechaçam projeto que pode comprometer área da Mata Atlântica

Afra Balazina, O Estado de S.Paulo

26 Abril 2010 | 00h00

Protesto. Manifestantes abraçam a Lagoa Encantada  ENVIADA ESPECIAL A ILHÉUS (BA)

Cerca de 300 pessoas abraçaram ontem simbolicamente a Lagoa Encantada, em Ilhéus, em um ato contra a construção de um porto privado da empresa Bahia Mineração (Bamin). A região onde há a intenção de criar o empreendimento é uma Área de Proteção Ambiental. O porto será usado para escoar minério de ferro.

No evento, que reuniu moradores, donos de hotéis e integrantes de ONGs como SOS Mata Atlântica, Floresta Viva, Ação Ilhéus e WWF, também foi apresentado um manifesto. O documento será enviado ao governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), e ao Ministério do Meio Ambiente.

Os manifestantes temem os danos ao ambiente que o porto pode causar. O projeto prevê o desmate de uma área de Mata Atlântica preservada equivalente a meio Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Também acreditam que o turismo será impactado, pois o grande atrativo, as belezas naturais, será comprometido. A Lagoa Encantada é tombada pelo município e a região, reconhecida pela Unesco como parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

"Temos medo de que o armazenamento do ferro não seja adequado e o pó venha com o vento, contaminando a lagoa e os peixes. Daí ficaremos sem trabalho", afirma Jailson Costa dos Santos, dono de um restaurante nas margens da lagoa e que pesca no local o almoço dos clientes.

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