Imigrantes serão a nova elite na Europa, prevê filósofo

De subclasse marginalizada, os imigrantes árabes, africanos, asiáticos e latino-americanos vão se transformar na nova elite de diversos países europeus graças à internet. A previsão foi feita pelo filósofo e escritor sueco Alexander Bard, especialista em implicações sociológicas da revolução interativa da mídia, no painel Sustentabilidade e Cidade-Rede, no último dia da Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades, hoje, em Porto Alegre."Os imigrantes estão conectados, falam cinco ou seis idiomas e seus filhos crescerão com esse poder", observou Bard. "A subclasse será o sueco de meia-idade, obeso, sem parceiro sexual e desempregado, que fica vendo televisão e comendo batatas o dia todo", comparou. "Esses são os grandes perdedores, seus empregos foram para a China", completou outro sueco, o escritor Jan Söderqvist. Para Bard, a sociedade do futuro será aquela que priorizar a educação e a conectividade, como já fazem Israel, Finlândia e Coréia do Sul.O economista espanhol David de Ugarte, sócio-fundador da Sociedade das Índias Eletrônica, autor de diversos livros sobre a sociedade em rede, afirmou que quanto mais distribuído o poder, mais fortalecida estará a sociedade, que, para isso, deve usar as facilidades oferecidas pela internet e pela telefonia móvel. "Uma empresa que toma decisões centralizadas pode ser levada a uma crise por um erro, uma comunidade que depende de um líder não é sustentável", destacou. "O poder central é a fonte da debilidade".

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

16 de fevereiro de 2008 | 12h24

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