IML cita afogamento como causa da morte de militante gay em Pernambuco

Colegas dizem que ele tinha marcas de espancamento; laudo conclusivo sai em 15 dias

ANGELA LACERDA, Agência Estado

19 de novembro de 2012 | 18h29

O jornalista goiano Lucas Fortuna, de 28 anos, cujo corpo foi encontrado no domingo, 18, na praia de Gaibu, em Cabo de Santo Agostinho, na região metropolitana do Recife, morreu por afogamento, de acordo com a declaração de óbito do Instituto Médico Legal divulgada nesta segunda-feira, 19.

As condições do corpo e um possível espancamento constarão de laudo médico que será concluído dentro de 15 dias. De acordo com colegas, ele estaria usando apenas cueca e teria marcas de espancamento ao ser encontrado.

Lucas Fortuna veio a Pernambuco para ser árbitro de um campeonato. Ele estava hospedado em um hotel na praia do litoral sul. Fundador do grupo em defesa da causa LGBT Colcha de Retalho, na Universidade Federal de Goiás (UFGO), ele era presidente do PT municipal de Santo Antonio de Goiás. Seu sepultamento será em Goiás, onde morava. A polícia pernambucana investiga a suspeita de crime homofóbico.

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