IML divulga lauda sobre crime com morte de criança no Recife

Ação da polícia pernambucana é questionada pela família da vítima; suspeita tinha pólvora nas mãos, diz exame

MONICA BERNARDES, Agencia Estado

20 de julho de 2008 | 16h37

O Instituto de Criminalística de Pernambuco divulgou, neste domingo, 20, o resultado do exame residuográfico realizado, na noite de sábado, nas mãos da desempregada Marília Loureiro Cosmos, 18 anos. De acordo com o laudo do IML havia resíduo de pólvora nas mãos da mulher, que teria tomado parte em assalto que terminou com a morte de uma criança de 9 anos.   Na noite da última sexta-feira, Marília e outras três pessoas teriam participado do em que a menina Maria Eduarda Ramos, de 9 anos, foi baleada, durante uma suposta troca de tiros entre policiais e os criminosos no bairro Cidade Universitária, zona Oeste de Recife.   A família da garota acusa os policiais de terem sido os autores dos disparos que mataram a criança e feriram outras três pessoas da família.   De acordo com a delegada Genezil Coelho, que investiga o caso, após ser detida, no sábado, durante uma operação realizada Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil de Pernambuco (GOE), na comunidade Deus nos Acuda, no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife, Marília teria confessado a participação no assalto.   "Ela ainda apontou o nome das outras duas pessoas que participaram da ação", dosse a delegada. Um menor, de 14 anos, ferido durante o assalto, é o quatro integrante do grupo. Ele foi preso minutos após o crime. Os policiais que participaram da operação, o sargento Aldo Fernando da Silva e o soldado Erenildo Januário dos Santos, foram afastados da rua e vão responder a uma sindicância interna da Secretaria de Defesa Social (SDS), além de um inquérito policial, se ficar provado que eles foram os autores do disparo que matou a criança.

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