Império foodie contra-ataca

Num país que adora fenômenos em cadeia como os Estados Unidos, nada mais natural que o surgimento de um gigante no ramo de orgânicos. Seu nome é Whole Foods e a rede já contabiliza mais de 250 lojas na América do Norte e no Reino Unido. A primeira Whole Foods foi inaugurada em 1980 em Austin, Texas, por um grupo partidário de comidas saudáveis. Centenas de lojas depois, a cadeia tem mérito inegável na disseminação não apenas dos alimentos orgânicos, mas de tudo que tem produção certificada, de roupas à produtos de limpeza.

Giovanna Tucci, O Estado de S.Paulo

23 Julho 2009 | 02h11

Suas lojas têm dimensões de supermercado, uma espécie de Starbucks hippie-chic onde se pode fazer a compra ou servir-se em um buffet, para comer ali ou levar para casa. Tudo fresco.

Claro que o megaempreendimento gera polêmica. Fiéis consumidores de orgânicos - como a autora do blog Chucrute com Salsicha, Fernanda Guimarães Rosa, moradora de Davis, na Califórnia - dão preferência às feiras e aos mercadinhos. "Meu lema é consumir produtos locais. Nem sempre os das feiras têm o selo de orgânicos, mas eu confio nos produtores, são todos fazendeiros", diz. Tim Porter, autor de Organic Marin (Porter & Wong Kinsley, USA), compra "orgânicos empacotados", como cereais, e "orgânicos do dia a dia" no Whole Foods, mas vai semanalmente aos pequenos mercados de Marin, onde vive. A escritora Sarah Magid conta que nos últimos seis anos a oferta incluiu até farinhas e chocolates orgânicos. Seu livro, com receitas orgânicas de bolos e cookies acaba de chegar no Brasil (à venda na Livraria Cultura). E o nome não poderia ser menos emblemático: Organic and Chic.

"Um total de 70% da população americana já consumiu ou consome algum produto orgânico", estima José Pedro Santiago, presidente da Câmara Temática de Agricultura Orgânica no Brasil.

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