Importadora EMI tenta mudar decisão na Anvisa

Sócios da EMI, empresa distribuidora das próteses mamárias de silicone PIP, pediram ontem à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o retorno do registro do produto no País. Numa reunião realizada com integrantes da agência, eles argumentaram que as taxas de rompimento dos implantes são menores do que as apresentadas por outros fabricantes e o gel usado no interior das próteses é seguro.

LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2012 | 03h02

No encontro, os empresários se esforçaram para tentar reverter a decisão da Anvisa de descartar os implantes estocados. Argumentaram que o assunto ainda está em discussão em várias partes do mundo. Além disso, completaram, seria preciso avaliar com qual material o produto estocado no País foi fabricado. A Anvisa negou todos os pedidos.

Das 34.631 próteses importadas, restam 10.097. A venda do produto no mercado brasileiro foi suspensa em abril de 2010, logo depois da informação de que a prótese havia sido fabricada com um silicone que não é de uso médico. Há duas semanas, com resultado de testes apresentados pela França, a Anvisa cancelou o registro do produto.

Desde 2010, a Anvisa registrou 12 notificações de pacientes relacionadas às próteses francesas PIP. No período, a agência registrou 94 reclamações de implantes mamários em geral.

A empresa apresentou ainda a alternativa de a Anvisa remeter à França os implantes cujo uso está proibido. Integrantes da agência, porém, adiantam que uma medida como essa somente seria avaliada caso as autoridades francesas entrassem diretamente em contato com a Anvisa.

A documentação das próteses da EMI, quando chegava ao Brasil, era analisada por funcionários da vigilância sanitária. Para a agência, os papéis apresentados eram bons - certificados da Associação de Monitoramento Técnico, com ótima reputação. Análise de técnicos da Anvisa mostra que a EMI respeitou o veto temporário da venda do produto, determinado em 2010.

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