Incêndio atinge museu da PUC de Minas

Parte das peças do Museu de Ciências Naturais da universidade, que tem um dos maiores acervos de fósseis de mamíferos do País, foi destruída

MARCELO PORTELA, CORRESPONDENTE, BELO HORIZONTE, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2013 | 02h03

Um incêndio de grandes proporções destruiu, na noite de ontem, parte do acervo do Museu de Ciências Naturais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), em Belo Horizonte. A instituição tem um dos maiores acervos de fósseis de mamíferos do País.

Uma funcionária do serviço de limpeza foi cercada pelas chamas em uma sacada do terceiro andar do museu e acabou sendo resgatada, pelo lado de fora do prédio, sem ferimentos.

O fogo atingiu principalmente o segundo andar, onde encontravam-se as exposições sobre o paleontólogo Peter Lund, sobre o Período Pleistoceno e a vida no Cerrado.

A instituição informou que foram destruídas principalmente réplicas e o acervo das oito coleções em exposição e peças de reservas técnicas não teriam sido atingidas. Mas, segundo o reitor da PUC-Minas e bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, d. Joaquim Mol, "o prejuízo científico foi incalculável".

As chamas começaram no segundo andar e, de acordo com o Corpo de Bombeiros, atingiram parcialmente também o primeiro andar do prédio de três pavimentos. O museu recebe cerca de 500 visitantes diariamente, mas, quando o fogo começou, pouco depois das 18 horas, a instituição já estava fechada.

Uma perícia foi realizada para tentar identificar a causa do incêndio e o laudo com o resultado deve ser divulgado em 30 dias. Segundo a PUC-Minas, o museu foi fechado para visitação.

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