Incêndio em festa de Ano Novo mata 59 em Bangcoc

Um incêndio numa das principais boates de Bangcoc, na Tailândia, matou 59 pessoas e deixou mais de 100 feridos, afirmou a polícia nesta quinta-feira. A causa do incêndio está sendo investigada. A maioria das vítimas morreu por asfixia ou queimaduras. As pessoas tentaram sair juntas, em pânico, do prédio em chamas. Testemunhas dizem que o fogo foi provocado por fogos de artifício. A imprensa relata que o problema foi uma falha no sistema elétrico. O premiê Abhisit Vejjajiva visitou os feridos no hospital e disse que fogos não deveriam ser permitidos dentro da boate. Dezenas de corpos enrolados em lençóis brancos foram enfileirados na calçada em frente ao estabelecimento. Muitos deles foram queimados a ponto de não permitir a identificação visual. A perícia não foi capaz de identificar pelo menos 30 corpos, porque os mortos não levavam documentos, de acordo com médicos. Segundo ele, o trabalho vai levar pelo menos uma semana. Nos hospitais, os estrangeiros tratados incluem japoneses, australianos, holandeses e franceses, declarou a polícia. Testemunhas afirmam que, pouco antes da meia-noite, as pessoas que celebravam o Ano Novo na boate receberam fogos. Com a chegada da meia-noite, fogos de artifício começaram a ser disparados na pista de dança, provocando a confusão. "Estávamos dançando, e de repente havia uma grande chama, todos começamos a fugir", afirmou à Reuters Oh Benjamas. "As pessoas começaram a correr para as portas e a quebrar as janelas", acrescentou ela. A testemunha Tos Maddy, que estima que 400 pessoas festejavam na boate, disse ter ouvido um estampido que parecia um curto-circuito, depois da meia-noite, quando todos correram para as portas de saída. A capital tailandesa foi vítima dois anos atrás, durante a festa de Ano Novo, de explosões, nas quais diversas pessoas morreram. Militantes separatistas foram acusados na época, quando as repercussões de um golpe de Estado também foram apontadas como a possível causa do incidente. (Reportagem adicional de Nopporn Wong-Anan; Redação der Ed Cropley; Edição der Bill Tarrant)

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