Incêndio pode ter destruído quadros famosos no Rio

Um incêndio no apartamento de um colecionador de artes plásticas em Copacabana, na zona sul do Rio, na noite desta segunda-feira, pode ter destruído quadros importantes de artistas brasileiros. Até o fechamento desta edição, embora o fogo já estivesse controlado, os bombeiros não haviam autorizado o acesso ao apartamento e não havia confirmação sobre a destruição ou não das peças.

FÁBIO GRELLET, Agência Estado

13 de agosto de 2012 | 23h05

O dono do apartamento (de cobertura, no 12º andar de um prédio na rua Barata Ribeiro) é o artista plástico romeno Jean Boghici, que coleciona artes plásticas desde os anos 1960. Ele foi dono da galeria Relevo, na esquina das ruas Nossa Senhora de Copacabana e Duvivier, e reuniu um dos acertos mais importantes sobre a arte brasileira. São dele, entre outros, o óleo sobre tela "Samba", de Di Cavalcanti, e "Sol poente", de Tarsila do Amaral. Boghici também tem peças de Alexander Calder e Rubens Gerchman, pinturas de Vicente do Rêgo Monteiro e esculturas de Victor Brecheret, entre outras peças.

Segundo os bombeiros, a maioria das peças não foi consumida pelo fogo. Mas, como nenhum especialista em artes havia entrado no apartamento depois de controlado o incêndio, a dúvida sobre o tamanho do estrago permanecia.

O fogo começou às 18h15 em um aparelho de ar condicionado e se espalhou pela casa. O colecionador estava na rua, bem em frente ao prédio, e ao notar o fogo tentou entrar no imóvel, mas foi impedido pelos bombeiros. Sua mulher e uma filha estavam no imóvel e foram retiradas sem ferimentos.

Para o trabalho dos bombeiros, o trânsito ficou interrompido por mais de uma hora na rua Barata Ribeiro, causando grande congestionamento em Copacabana.

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