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Indicações técnicas do novo governo devem favorecer estatais

Analistas destacaram os possíveis ganhos de eficiência diante das indicações com perfil técnico para posições centrais das companhias

Cristian Favaro, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2018 | 05h00

Analistas estão vendo com bons olhos as perspectivas para as empresas estatais em 2019. Eles destacaram os possíveis ganhos de eficiência diante das indicações com perfil técnico para posições centrais das companhias, cenário que tende a se refletir de forma favorável nos papéis. Entre os destaques estão Banco do Brasil, Petrobrás e Cemig. 

De acordo com o analista da Nova Futura Investimentos, Alexandre Faturi, o ganho de eficiência em 2019 será a principal janela de oportunidade das estatais. “Com a mudança de gestão, a iminência de privatizações (além de desinvestimentos, no caso da Cemig) é outro ponto favorável ao preço das ações”, destacou. 

Outra empresa apontada por Faturi foi a Sanepar, companhia de saneamento do Paraná. “(A empresa) deve deixar para trás seu histórico conturbado de ingerência política nas tarifas. Ela apresenta múltiplos atrativos, resultados sólidos e um alto potencial de valorização”, destacou. 

Na mesma direção, o analista da Mirae Asset, Pedro Galdi, disse que o cenário para as estatais é “altamente positivo”. “Os destaques para mudanças ficam por conta de Petrobrás e Banco do Brasil do lado federal, e Copel, Cemig e Banrisul do lado estadual. Entendemos que, com uma gestão profissionalizada, muitas mudanças devem ocorrer em breve para limpar estruturas corrompidas politicamente nas estatais”, defendeu. 

Galdi disse também que aguarda que o processo de privatização da Eletrobras seja revisado, já que o novo governo não tem demonstrado ser simpático à privatização de geração de energia. “No caso da Petrobrás, o novo presidente Castelo Branco tem um histórico muito positivo e com certeza fará um trabalho importante para recuperar a empresa”, defendeu.

Nas composições desta semana, a Mirae Asset retirou os papéis da Ultrapar, que deram lugar para os da Cosan. Segundo a casa, o resultado da empresa foi fraco no terceiro trimestre, ainda impactado pela pressão da greve dos caminhoneiros na Raízen. Apesar disso, a expectativa é de recuperação, “com mais ênfase na Raízen Combustíveis” já a partir do quarto trimestre deste ano e, ao longo de 2019, ganhos para a Raízen Energia, “com a expectativa de recuperação do preço do açúcar no segundo semestre”.

Já a Terra Investimentos retirou a Ambev e inseriu a Sabesp na sua recomendação. Os analistas destacaram a posição da Sabesp, uma das maiores empresas de saneamento do País em termos de população atendida. “O aquecimento da economia pode favorecer os seus negócios com a retomada do consumo de forma mais intensa dos segmentos industriais e comerciais”. Eles destacaram também que a administração do governador eleito João Doria (PSDB) gera expectativa de melhorias na gestão da empresa pública. 

Sabesp ON também foi inserida nas recomendações da Modalmais. Além da estatal paulista, entraram Azul PN, Localiza ON e CVC Brasil ON, enquanto a Ultrapar ON continuou na carteira. As que saíram foram: Lojas Americanas PN, Lojas Renner ON, Duratex ON e EDP Energias do Brasil ON. 

A Nova Futura Investimentos alterou totalmente sua carteira. As ações de Banco do Brasil ON, TIM ON, M. Dias Branco ON, Multiplan ON e Smiles ON deram lugar para: Petrobrás PN, Embraer ON, Localiza ON, Lojas Renner ON e Marcopolo PN. 

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