Índice Bovespa cai quase 3% com pessimismo por Grécia

A bolsa brasileira encerrou esta segunda-feira em forte baixa com o aumento dos temores de default da Grécia, após o país avisar que não conseguirá alcançar a meta fiscal para 2011 e 2012.

ROBERTA VILAS BOAS, REUTERS

03 de outubro de 2011 | 18h00

O Ibovespa caiu 2,93 por cento, a 50.791 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 6,37 bilhões de reais.

O analista José Goés, da Stock Asset, lembrou que mesmo os dados positivos divulgados nos Estados Unidos não foram suficientes para anular os efeitos negativos da Grécia.

"O mercado está com medo dos desdobramentos (dessa crise)", afirmou.

No domingo, o governo grego informou que o déficit orçamentário de 2011 ficará em 8,5 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, ante meta de 7,6 por cento determinada no plano de resgate da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para 2012, a previsão é de 6,8 por cento do PIB, contra meta de 6,5 por cento.

No EUA, o gasto com construção subiu 1,4 por cento em agosto, sendo que a expectativa era de queda de 0,3 por cento, segundo economistas ouvidos pela Reuters.

De acordo com Goés, outras notícias negativas contribuíram para a queda desta segunda-feira.

"Além da Grécia, tem os rumores de concordata da American Airlines. O clima está ruim", afirmou.

As ações da AMR, controladora da American Airlines, chegaram a recuar 35 por cento em Nova York, refletindo o debate de analistas sobre um possível pedido de concordata da terceira maior companhia aérea dos EUA.

No Ibovespa, o setor de mineração e siderurgia foi um dos destaques negativos. A maior queda foi MMX, com recuo de 7,66 por cento, a 6,51 reais.

Na ponta de cima, TIM foi destaque de alta, com ganhos de 3,45 por cento, a 9,00 reais. Na terça-feira sai a precificação da oferta pública primária de ações da empresa.

Telesp também foi destaque positivo, com ganhos de 1,84 por cento, a 49,19 reais. A ação foi incluída na carteira recomendada para outubro de BTG Pactual, Credit Suisse e Planner, por terem característica defensiva, sendo mais atraentes em períodos de alta volatilidade.

Entre as ações de maior peso no Ibovespa, as preferenciais da Vale caíram 2,5 por cento, a 38,25 reais. As preferenciais da Petrobras recuaram 3,61 por cento, a 18,41 reais.

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