Índice de atividade do BC tem queda em janeiro

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou contração econômica em janeiro, com uma queda de 0,13 por cento em relação a dezembro, informou o BC nesta segunda-feira.

REUTERS

26 Março 2012 | 11h03

Na comparação com janeiro de 2011, o índice registrou alta de 0,75 por cento. Em 12 meses o ganho é de 2,44 por cento. No primeiro mês do ano passado o índice havia mostrado alta de 0,67 por cento ante dezembro de 2010.

O IBC-Br de dezembro, quando comparado com novembro, foi revisado para uma alta de 0,49 por cento, ante 0,57 por cento informado anteriormente.

O banco Goldman Sachs afirmou, em relatório, que a leve contração da economia no primeiro mês do ano "reflete em parte o amplo declínio da produção industrial e a fraca performance das exportações." O dado, entretanto, ficou acima da estimativa do banco, de recuo de 0,7 por cento.

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia -serviços, indústria e agropecuária.

Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, o índice veio em linha com o que era esperado. Perfeito disse que o número de janeiro é compatível com a sua expectativa de um PIB fraco em 2012, na casa de 2,3 por cento no acumulado do ano.

"O índice tem um peso maior para os dados da Indústria do que para o Varejo. Em uma regressão simples fica evidenciado que, na série existente, o peso da indústria representa cerca de 70 por cento do índice, e o varejo pouco mais de 24 por cento", disse o economista, em nota.

MEDIDAS

No ano passado, o fraco desempenho da indústria pressionou para baixo o crescimento do PIB, que fechou com alta de 2,7 por cento, muito aquém dos 7,50 por cento vistos em 2010.

O governo tem prometido medidas para estimular a atividade econômica e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez uma série de reuniões com representantes de diversos setores industriais para definir as ações que serão adotadas.

O governo quer garantir que o PIB nacional cresça na casa dos 4 por cento neste ano e, para isso, prepara medidas de incentivo. Entre elas, já afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, está a desoneração da folha de pagamentos.

O BC, por sua vez, vem reduzindo a Selic desde agosto, de 12,50 para os atuais 9,75 por cento ao ano, barateando os custos do crédito e incentivando o consumo. E já indicou que devem vir mais cortes.

(Por Camila Moreira)

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