Índios invadem sede da Funasa em Macapá

Armados de flechas e arpões, cento e cinqüenta índios das etnias karipuna, galibi, palikur e waiãpi ocuparam hoje a sede da Funasa em Macapá exigindo o repasse da segunda parcela, no valor de R$ 1,5 milhão, de um convênio firmado ano passado entre a Funasa e a Associação dos Povos Indígenas do Tumucumaque (Apitu) para ações complementares na área da saúde. O repasse deveria ter sido feito há onze meses, o que não ocorreu por causa de problemas na prestação de contas da primeira parcela, no valor de R$ 1,6 milhão, repassada em julho de 2006. Sem o dinheiro, os índios ficam sem remédios, combustível e alimentação para os doentes. Os agentes de saúde - contratados pela Apitu - estão há onze meses sem receber. "Estamos aqui para dialogar, mas se não for resolvido pelo diálogo vamos partir para a guerra", ameaçou o cacique Fernando Karipuna. A pressão deu certo. Hoje à tarde, enquanto as lideranças estavam reunidas, a portas fechadas, com dirigentes da Funasa-AP e representantes do Ministério Público Federal, chegou um fax confirmando o depósito de R$ 1,5 milhão na conta da Apitu. Com isso, os funcionários da Funasa, que estavam sendo mantidos como reféns desde segunda-feira pelos tiriós, no Parque do Tumucumaque, foram libertados.

ALCINÉA CAVALCANTE, ESPECIAL PARA A AE, Agencia Estado

24 de outubro de 2007 | 21h36

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.