Índios libertam 4 reféns no Parque Nacional do Xingu

Indígenas protestam contra o funcionamento de uma usina, a principal fonte de alimentos das aldeias

NELSON FRANCISCO, ESPECIAL PARA A AE, Agencia Estado

25 Fevereiro 2008 | 17h46

Dos 14 reféns dos índios ikpeg, do Parque Nacional Indígena do Xingu, quatro foram libertados nesta segunda-feira, 25. Os demais, pesquisadores do Instituto Creatio, contratado pela empresa Paranatinga Energia, e quatro funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), permanecem impedidos de deixar o local desde quarta-feira. Entre os reféns, está a doutora em antropologia Edir Pina de Barros, da Universidade de São Paulo (USP). Os índios ameaçam suspender o fornecimento de água e comida.Os indígenas protestam contra o funcionamento de uma usina, com capacidade de geração de 29 megawatts de energia, no Rio Culuene - um dos mais importantes afluentes do Rio Xingu e a principal fonte de alimentos das aldeias. Para por fim ao impasse, a Funai negociará, em Brasília, com 50 guerreiros, a fim de libertar os reféns. Eles são transportados de avião para o Distrito Federal.    Enquanto os índios não libertam todas as vítimas - os pesquisadores haviam sido autorizados pela Funai e líderes do Xingu a entrar no parque e iniciar um levantamento socioeconômico das etnias locais -, a fundação enviou à região o antropólogo Cláudio Romero, coordenador de estudos e pesquisas do órgão, para negociar.

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