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Índios prometem invasão para vingar crime

Embora a polícia já tenha descartado a tese de conflito de terras como causa da morte do índio Celso Figueiredo, na quarta-feira, 12, em Paranhos (MS), o cacique Apykajuindu disse, na quinta-feira, 13, que a morte não ficará impune e que os índios se preparam para ocupar a Fazenda Califórnia, local do assassinato.

LUCIA MOREL, Agência Estado

14 de junho de 2013 | 09h24

Para o delegado Rinaldo Moreira, a causa mais provável do crime seria uma desavença pessoal entre Celso e o autor dos disparos. Também na quinta-feira, 13, a polícia prendeu um suspeito, um funcionário de uma fazenda próxima do local do crime. Com o suspeito foram encontradas uma espingarda do mesmo calibre da bala que atingiu o índio e uma blusa com manchas que a polícia acredita ser sangue. Ele foi preso por porte ilegal de armas.

Conflito

O delegado diz que "os próprios índios negam que a motivação tenha sido o conflito agrário". "Não é conflito de terra, mas agora vai começar pra tomar essa terra", advertiu o cacique, sem informar quando os cerca de 360 índios da aldeia vão ocupar a fazenda. Na região de Paranhos, outros conflitos por terras levaram à morte de três índios entre 2009 e 2012.

Entidades do agronegócio farão manifestações nesta sexta-feira, 14, contra demarcações de terras indígenas no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e em Santa Catarina. A Frente Parlamentar da Agropecuária, com o apoio da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e federações estaduais, pretendiam promover uma paralisação nacional, mas depois decidiram que cada Estado deve definir qual tipo de manifestação fazer. Colaboraram Valmar Hupsel Filho e Venilson Ferreira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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