Indonésia anuncia que deixará a Opep até o fim de 2008

País produz mil barris por dia; quantidade está abaixo da cota mínima de produção de 1,3 milhão do cartel

Efe,

28 de maio de 2008 | 06h46

O Governo da Indonésia anunciou nesta quarta-feira, 28, sua decisão de deixar até o fim do ano a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), por ter se transformado em um importador líquido da commodity nos últimos anos. O ministro de Energia e Recursos Naturais indonésio, Purnomo Yusgiantoro, indicou que nas atuais circunstâncias não faz mais sentido pertencer à Opep, por isso a Indonésia deixará a associação quando expirar seu período como membro. O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, anunciou no princípio de maio que esta possibilidade era estudada. A Indonésia, o único país do sudeste asiático presente na Opep, produz atualmente 854 mil barris de petróleo por dia, menos da metade do explorado pelo país há uma década e abaixo da cota mínima de produção do cartel, fixada em 1,3 milhão de barris diários. Os analistas atribuem a queda da produção à falta de investimentos no setor energético, o que impediu melhorias na eficiência das explorações atuais e para explorar novas jazidas. A instabilidade e opacidade do sistema legal da Indonésia e a corrupção também prejudicaram a produção petrolífera da nação. Apesar da mudança de produtor a importador líquido, o Governo trabalha para aumentar a produção de petróleo e gás natural, especialmente na atual conjuntura econômica de alta dos preços da energia. O Executivo assinou na terça-feira cinco contratos de prospecção de petróleo e gás natural com várias petrolíferas internacionais, entre elas a italiana ENI, a malásia Petronas e a chinesa CNOOC.

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