Indulto de Natal não beneficiará Vilma Martins

A ex-empresária Vilma Martins, que raptou duas crianças e as registrou como filhos naturais, passará as festas de final de ano na cadeia. Isto porque ela não se enquadra no decreto de indulto de Natal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado ontem. "Ela não se enquadra nas regras do decreto de indulto de Natal devido a uma particularidade - ela não é mãe de criança em fase de amamentação", revelou hoje o gabinete do juiz Wilson Dias da Silva, da 4ª Vara de Execuções Penais de Goiás. "No caso específico dela, esta seria a única alternativa para ser beneficiada pelo decreto de indulto presidencial", afirmou a chefia de gabinete. Com o decreto, serão beneficiados 200 homens e 50 mulheres dos regimes aberto e semi-aberto da Casa do Albergado, em Goiânia, onde a ex-empresária cumpre pena de 15 anos e nove meses. Ela foi condenada em 1996 pela subtração de Pedro Júnior Rosalino Pinto, o Pedrinho, numa maternidade em Brasília, e de Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, numa maternidade em Goiânia em 1976, além de cometer falsidade ideológica ao registrá-los como filhos naturais. Apesar do decreto, cabe às Varas de Execução Penal a decisão de conceder ou não o indulto de Natal a presos de bom comportamento após consulta ao Ministério Público (MP) e ao Conselho Penitenciário. Vilma Martins, no entanto, não se enquadra em bom comportamento porque, no período em deixou a prisão para tratamento de uma crise de hipertensão arterial, foi flagrada num shopping de Goiânia. Também foi acusada de esconder, no quarto do hospital, geléias, bolos, chocolates, azeite, refrigerantes e churrasco, como indicou relatório da Secretaria de Segurança Pública.

RUBENS SANTOS, Agencia Estado

13 de dezembro de 2007 | 19h08

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