Indústria alimentícia limita publicidade para crianças

A publicidade de salgadinhos, refrigerantes, bolachas e iogurtes não irá mais figurar entre um desenho animado e outro nos canais infantis da TV brasileira.

REUTERS

25 Agosto 2009 | 20h48

Nesta terça-feira, 24 empresas do setor alimentício comprometeram-se com a autorregulamentação da publicidade dirigida a menores de 12 anos em canais para o público infantil no país.

O acordo -- que inclui Ambev, Coca-Cola, Nestlé, PepsiCo e Unilever -- limitará a propaganda de produtos não nutritivos, com alto teor de açúcar, sódio e gorduras trans e saturadas.

"A publicidade é fator de influência no consumo excessivo de alimentos não saudáveis, bem como nos crescentes índices de obesidade infantil", afirmou Isabella Henriques, do Projeto Criança e Consumo, em comunicado.

Os comerciais não irão desaparecer de todos os canais de televisão, mas, de acordo com o compromisso, sofrerão restrição naqueles cuja maioria do público é composta por crianças.

"Até os 12 anos de idade, a criança ainda está em processo de formação física e psíquica, por isso não compreende plenamente a linguagem persuasiva da comunicação mercadológica", explicou.

Cada companhia signatária do documento comprometeu-se a preparar seus próprios códigos de conduta para a questão até dezembro.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por sua vez, deve propor uma regulamentação à publicidade de alimentos direcionada para crianças até o fim do ano.

(Por Hugo Bachega)

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