Indústria de SP fecha 32.500 vagas e mau humor segue

O processo de fechamento de postos de trabalho na indústria paulista foi ampliado em janeiro e o humor do empresário do setor manteve-se deteriorado no início de fevereiro, ainda refletindo os efeitos da crise mundial, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A indústria paulista fechou 32.500 postos de trabalho em janeiro, o que representa uma queda de 1,86 por cento no nível de emprego do setor ante dezembro, pelos dados com ajuste sazonal. Na comparação mensal, sem ajuste, houve queda de 1,34 por cento. Nos últimos 12 meses, o emprego industrial em São Paulo registra recuo de 2,22 por cento, com o fechamento de 54.500 vagas. O indicador Sensor --um índice antecedente que mede o sentimento do industrial sobre a atividade do setor-- subiu para 41,4 pontos na primeira quinzena de fevereiro, ante 38,7 pontos no fechamento de janeiro, mas segue abaixo da linha de 50, que divide a contração do crescimento. O componente de emprego do Sensor aumentou para 42,6 pontos na primeira metade do mês, ante 36,8 em janeiro. Entre os sindicatos pesquisados para o dado de emprego de janeiro, 19 relataram demissões, 2 informaram contratações e um apontou estabilidade. Nos setores, o destaque de demissões em janeiro ante dezembro ficou com Produtos químicos, com queda de 3,3 por cento, seguido por Couros, artefatos de couro, viagem e calçados, com declínio de 2,7 por cento. (Reportagem de Vanessa Stelzer)

REUTERS

14 de fevereiro de 2009 | 19h02

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