Indústria fonográfica rejeita sugestão da Apple

A indústria fonográfica reagiu de forma negativa à proposta de Steve Jobs, presidente-executivo da Apple, de utilizar um sistema de software aberto que permita ouvir músicas em qualquer equipamento. O diretor-executivo da Warner Music, Edgar Bronfman, afirmou que o argumento de Jobs não tem "nenhuma lógica". "Acreditamos na contínua proteção da propriedade intelectual de nossos artistas", disse Bronfman. Segundo o presidente da Apple, a sua empresa está estudando a concessão de licenças de sua tecnologia a seus concorrentes. Mitch Bainwol, presidente do grupo que reúne as empresas fonográficas, a RIAA, recebeu esta idéia com mais otimismo, e disse que não acha que a abolição total do DRM "seja necessária". Jobs surpreendeu esta semana com um texto no site corporativo de sua empresa. Ele sugeriu abolir o software de direitos digitais (DRM, sigla em inglês) para os consumidores poderem comprar música em qualquer lugar, para ouvir em qualquer reprodutor. Esta seria uma maneira de combater os serviços que permitem compartilhar arquivos entre usuários. Mas a proposta caiu como uma bomba na indústria fonográfica. A carta de Jobs abriu um debate sobre o futuro do negócio da música digital e as medidas que hoje limitam as opções dos consumidores. As músicas compradas no iTunes, a loja online da Apple, por exemplo, só pode ser ouvida nos aparelhos iPod. O argumento de Jobs é que, sem o DRM, os consumidores seriam capazes de comprar música em qualquer loja online e ela seria compatível com qualquer aparelho. "Esta é claramente a melhor alternativa para os consumidores", disse Jobs.

Agencia Estado,

10 Fevereiro 2007 | 00h53

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.