Indústria prevê fim de ano melhor

Para 71% de 520 entrevistados, produção e vendas deste Natal serão iguais ou melhores que as de 2008

Marcelo Rehder, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

Mais de dois terços das indústrias paulistas esperam para este fim de ano um movimento de produção e vendas igual ou melhor que o de 2008, segundo pesquisa concluída ontem pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Nos últimos 15 dias, a entidade entrevistou 520 empresas. Para 41% delas, o movimento será maior e para 30% será igual do ano passado. Somente 29% falam em retração.

"A expectativa é claramente melhor agora, já que comparamos dois momentos muito distintos", disse o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Paulo Francini. "No ano passado, nesse mesmo período, estávamos entrando no auge da crise financeira global e hoje, estamos saindo dela."

Não por acaso, as respostas dos empresários em 2009 se distanciam das do ano passado e se comparam com as de 2007 e 2006, quando a expectativa era de crescimento para 46% e 43% deles, respectivamente.

Em média, as empresas esperam que suas vendas do fim de 2009 sejam 1,7% maiores que as do fim do ano passado. Essa média, no entanto, é puxada para baixo pelas pequenas empresas, que são em maior número (representam 65% da amostra) e preveem queda de 0,1%. Já as grandes empresas esperam que suas vendas sejam em média 7,3% maiores, enquanto as médias apostam em crescimento de 4,5%.

A Paramount Lansul, uma das maiores empresas do setor têxtil, espera vender para o mercado interno 20% mais que no último trimestre de 2008. "Vai ser um Natal muito bom, pois existe uma condição de varejo excepcional", disse o presidente da empresa, Fuad Mattar. "Vai se vender muito e a reposição dos estoques do varejo movimentará a economia no início de 2010."

No segmento de eletroeletrônicos de imagem e som, o clima é de ainda mais otimismo. Na LG, a expectativa é de que a venda de televisores de LCD, ao longo deste ano, deverá somar 3 milhões de unidades, 1 milhão a mais do que em 2008. "Para 2010, esse número deve dobrar, por causa da Copa do Mundo do", afirmou o diretor comercial da LG, Roberto Barboza.

A pesquisa da Fiesp mostra também que, para pagar o 13º salário a seus empregados, 52% dos entrevistados utilizarão recursos provisionados no ano, 26% vão recorrer a recursos de terceiros e 19% usarão as vendas do último trimestre. Para as que buscam financiamento bancário, as condições seguem difíceis, " já que o custo do crédito e o prazo para pagamento permanecem semelhantes aos de 2008", disse Francini.

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