Indústria quer continuar a vender cigarro "light" fora dos EUA

Um grupo de indústrias de cigarro quer autorização da Justiça dos Estados Unidos para continuar a promover marcas "light" e de "baixo alcatrão" fora do território americano. Há duas semanas, uma juíza declarou as empresas culpadas por fraude contra o consumidor e as proibiu de continuar usando essas expressões na propaganda de seus produtos.A juíza Gladys Kessler decidiu, em 17 de agosto, que as principais fábricas de cigarro haviam violado leis contra fraude e vinham enganado o público quanto aos riscos do fumo. Ela proibiu o uso de expressões como "light", citando evidências de que essas marcas não são mais seguras que as demais. Kessler determinou ainda que as companhias deveriam publicar retratações nos jornais e em seus websites.Os advogados das empresas pedem agora que a juíza esclareça os termos da sentença e defina se as práticas de marketing tidas como fraudulentas nos EUA podem continuar a ser usadas no exterior. Os advogados alegam que proibir o uso dessas expressões fora dos EUA seria uma intrusão no direito dos outros países de regulamentar seus mercados e colocaria as empresas americanas em desvantagem frente á concorrência internacional.

Agencia Estado,

31 de agosto de 2006 | 19h22

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.