Inep libera consulta de locais de prova para o Enem 2011

Informação está no site do órgão do MEC; Haddad defende que Estados adotem a prova como obrigatória

RAFAEL MORAES MOURA / BRASÍLIA, O Estado de S. Paulo

05 de outubro de 2011 | 03h02

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação (MEC) que cuida do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), liberou na segunda-feira, 4, a consulta aos locais de aplicação da próxima prova, marcada para os dias 22 e 23. A informação pode ser conferida no site inep.gov.br. Cerca de 5,4 milhões de pessoas se inscreveram para o Enem 2011.

Ontem, o ministro da Educação, Fernando Haddad, participou de audiência pública para comentar os resultados do Enem passado. Questionado por jornalistas sobre a obrigatoriedade da prova - hoje, a participação é voluntária -, disse que qualquer decisão nesse sentido depende mais dos Estados que do MEC. "Da mesma maneira que as universidades são livres para adotar ou não o Enem, também as secretarias estaduais de Educação são livres para considerar a participação no Enem como componente curricular obrigatório."

Ele disse considerar "positiva" essa decisão, alegando que a mera participação já tem "caráter pedagógico importante" para o aluno saber como concluiu a educação básica.

Sobre os critérios de publicação das notas do Enem 2010, disse que discutirá com o Inep a possibilidade de elevar o atual porcentual de participação mínima de estudantes no exame (hoje, de 2%) para que as escolas tenham divulgadas as suas notas. A sugestão de elevar esse porcentual foi feita pelo senador Paulo Bauer (PSDB-SC).

Haddad também disse que, mesmo que se a greve dos Correios se arraste ao longo deste mês, a entrega das provas do Enem não seria comprometida. "Isso é uma operação completamente dedicada, não tem nada a ver com a operação de rotina dos Correios", afirmou, antes de ser anunciado o acordo entre funcionários e diretores da empresa.

Sobre as discussões do aumento da jornada escolar, ele disse que a tendência é que se aumente a carga diária em vez do número de dias letivos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.