Inep vai gastar R$ 2 mi para estudos de redação

O instituto que organiza o Enem vai lançar editais para produzir discussões sobre correção de textos, ponto crítico do exame

O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2012 | 03h02

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) promete gastar R$ 2 milhões em editais para promover estudos e discussões sobre a correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A afirmação foi feita ontem pelo presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, na 64.ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Maranhão.

A medida deve ser divulgada na segunda-feira, com um guia sobre avaliações e correções. Também será publicada uma coletânea com textos de estudantes que tiveram nota máxima, comentada por especialistas. Segundo Costa, esse guia ajudará o estudante, além de deixar as correções mais transparentes.

Queixas em relação à qualidade da correção das redações marcaram as duas últimas edições do exame. Além dos R$ 2 milhões, o Inep está investindo para garantir melhorias. A contratação de corretores aumentou 44% em relação a 2011. Desde o início do mês, 4,3 mil profissionais já estariam sendo treinados.

De acordo com Costa, eles terão mais uma semana, após a realização do exame, para treinamento com o tema abordado. Regras mais rigorosas devem triplicar a terceira leitura nos textos, para casos de discrepância superior a 200 pontos nas notas dos dois primeiros corretores.

Costa disse que o Enem tem mais de 3,4 mil itens de segurança a serem checados. Nos dias 3 e 4 de novembro, 5,8 milhões de candidatos devem fazer o Enem.

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