Inflação na Venezuela atinge 19,9% em 2012, abaixo da meta

A inflação na Venezuela atingiu 19,9 por cento em 2012, informou o banco central em estimativa preliminar neste sábado, abaixo da meta oficial, graças a controles de preços rigorosos, os quais líderes empresariais dizem ser insustentáveis no longo prazo.

Reuters

29 Dezembro 2012 | 16h38

O governo do presidente Hugo Chávez tem limitado os preços para uma grande quantidade de bens de consumo, ajudando a conter a inflação, que tem sido tradicionalmente a maior na América Latina. A meta de 2012 era entre 22 e 25 por cento.

Mas espera-se que a inflação acelere em 2013, porque a Venezuela deve desvalorizar o bolívar após intensa campanha de gastos este ano, que ajudaram a garantir a reeleição de Chávez.

A desvalorização diminuiu pressões fiscais sobre o governo ao fornecer mais bolívares por dólar nas exportações de petróleo, mas também pressiona o custos de importações de bens de consumo básicos que não são produzidos no país.

No final de 2011, quando os preços subiram 27,6 por cento, o governo começou a ampliar um sistema de controle e agora regula os preços de produtos como desodorantes e carnes, ao mesmo tempo em que fixou margens de lucro.

Isso ajudou a manter os preços sob controle num ano eleitoral, apesar de muitos gastos do governo em programas de bem-estar, desde a construção de moradias para pessoas de baixa renda a auxílio mensal para mães solteiras.

Mas líderes empresariais dizem que os controles mantiveram os preços baixos artificialmente e que a inflação deve acelerar.

Na quinta-feira, autoridades divulgaram estimativas preliminares mostrando que a economia cresceu 5,5 por cento em 2012, com o setor de construção entre os de crescimento mais rápido, graças ao programa estatal de construção de moradias.

(Reportagem de Deisy Buitrago e Mario Naranjo)

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