Dida Sampaio/Estadao
Dida Sampaio/Estadao

'Iniciada a campanha eleitoral, o Brasil verá nosso melhor desempenho', diz Alckmin

Em discurso de pré-candidato à Presidência da República, governador de São Paulo disse que ilusão petista 'acabou em pesadelo'

Daiane Cardoso e Anne Warth, O Estado de S.Paulo

09 Dezembro 2017 | 17h06

Em um discurso de pré-candidato à Presidência da República, o governador de São Paulo e agora presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, disse que a ilusão petista "acabou em pesadelo" e culpou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos erros cometidos nas gestões petistas. "O Brasil vive uma ressaca, descobriu que a ilha da fantasia petista não foi terra prometida", declarou o governador, sem mencionar ou responsabilizar a sucessora de Lula, a ex-presidente Dilma Rousseff. Para o tucano, enfrentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2018 será "um bom tira-teima".

Último a falar na convenção do PSDB, Alckmin disse que o País está "vacinado contra o modelo Lulopetista de iludir para reinar" e provocou: "Será que os petistas merecem nova oportunidade?", questionou. Em tom de desafio, o governador tucano disse que o ex-presidente Lula "quebrou" o País e quer voltar ao poder, "à cena do crime". "Fiquem certos que nós derrotaremos (os petistas) nas urnas", discursou.

À militância, Alckmin disse que Lula será condenado nas urnas "pela maior recessão de nossa história", pelos "sonhos desfeitos e negócios falidos". "As urnas os condenarão por terem sido responsáveis por uma década perdida", afirmou. O governador disse acreditar que o ex-presidente será derrotado nas próximas eleições pelo "desgoverno, destruição da Petrobras", pelas obras inacabadas e por colocar o Brasil no posto de "lanterna do cenário internacional".

Alckmin destacou que nos últimos anos "brasileiros foram jogados contra brasileiros" e que o PSDB nunca se furtou a oferecer soluções, principalmente no combate à criminalidade.

No discurso de candidato, Alckmin reclamou que os críticos cobram paz e disciplina no PSDB e que ele discorda da posição dos que duvidam da capacidade do partido em fazer uma campanha eleitoral "à altura das expectativas". Citando o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-presidente do BNDES e ex-ministro das Comunicações, Alckmin comparou o partido a uma escola de samba antes de entrar na avenida e antes de a bateria começar a tocar. "Minutos antes do desfile parece que ninguém se entende, mas ao tocar o apito a multidão canta o hino da escola. Ao tocar o apito do processo eleitoral vai ver nosso melhor desempenho", disse."Aguardem o que vai acontecer conosco no ano que vem", completou.

Em sintonia com o discurso do presidente de honra do partido, Fernando Henrique Cardoso, o tucano disse que renunciou à medicina, mas que nunca desistiu de cuidar das pessoas. Ele conclamou os partidos a aliados a se juntar ao PSDB para "mudar esse País" e disse que a indignação que impera hoje faz com que eles não aceitem as coisas como elas estão. "Nossa indignação e coragem vão mudar o Brasil", finalizou. 

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