Iniciativa beneficiará pesquisa

O nome oficial do projeto - Reator Multipropósito Brasileiro (RMB) - reflete bem a convergência de interesses que tornou possível sua viabilização.

, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

Além de produzir radioisótopos medicinais - que valeram o apoio da classe médica ao empreendimento -, o RMB também servirá para testar combustíveis nucleares e materiais usados na construção de futuras usinas.

Os pesquisadores veem o projeto como uma oportunidade de devolver vitalidade à área de energia nuclear no País. A idade média dos cientistas no Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), principal centro de estudos no setor, é 54 anos. Teme-se a perda do conhecimento adquirido nas últimas décadas.

Também está prevista a construção de um feixe de nêutrons. O equipamento ficará a disposição de cientistas de todo o País para pesquisas em áreas tão diferentes como microbiologia ou física dos materiais.

Atualmente, há quatro reatores de pesquisa no País. O mais potente fica no próprio Ipen, em São Paulo, com potência de 5 megawatts. O RMB, com potência de 20 a 30 megawatts, será o quinto.

Há também dois reatores para produção de energia - Angra 1 e Angra 2, com potência de 1.950 e 3.970 megawatts, respectivamente. As duas usinas produzem 3% da eletricidade consumida no País. O governo pretende concluir Angra 3 até 2015.

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