Inovação e estímulo à leitura são marcas das campeãs

Baixo número de alunos por sala também é característica das unidades

RECIFE, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 03h02

"Com muita satisfação, mas sem surpresa." Essa foi a reação da vice-diretora do Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco, Adriana Rosa, pela conquista da melhor nota do País de 5.ª à 8.ª série: 8,1. A liderança se mantém desde a criação do Ideb.

Com 411 alunos e classes com no máximo 30, o colégio tem professores em dedicação exclusiva (30% deles são doutores e 47%, mestres) e os alunos passam por uma concorrida seleção. A proposta pedagógica prima pela pesquisa e estimula o senso crítico e a autonomia.

No currículo há música, teatro, dança e francês. Segundo a direção, os professores de cada área se reúnem semanalmente para avaliação, são engajados e cobrados. Os pais participam, os alunos têm atividades extraclasse e a equipe técnica faz serviços como orientação educacional.

"Cada um faz sua parte", diz Adriana, ao lembrar que vários elementos promovem a excelência da escola, que ensina do 6.º ano do fundamental ao 3.º ano do médio. Segundo ela, 100% dos alunos são aprovados no vestibular e a evasão é de 2%.

"Antes de minha filha nascer eu já queria que ela estudasse aqui", diz Marcelo Tavares, um dos 51 professores, doutor em Educação. Para entrar, ela disputou 55 vagas com 2 mil concorrentes. "Ela tem uma educação crítica, transformadora, inovadora e revolucionária."

Na parte estrutural o colégio deixa a desejar: o ar-condicionado novo não funciona porque a rede elétrica é insuficiente; poucas tomadas não permitem a recarga de netbooks.

Anos iniciais. As Escolas Municipais Carmélia Dramis Malaguti, de Itaú de Minas, no sul do Estado, e Santa Rita de Cássia, em Foz do Iguaçu (PR), tiveram a maior nota do Ideb nos anos iniciais: 8,6. A diretora da escola mineira, Maria Flávia Rodrigues diz que não tem uma receita para a eficiência, mas uma filosofia para os seus 230 alunos. "Realmente nos importamos se o aluno está aprendendo", resume.

Desde 2009, todos os dias, na entrada dos turnos da manhã e da tarde, os estudantes leem trechos de livros no pátio, ao microfone. A iniciativa foi fundamental, segundo a diretora, para incentivar o hábito. Aluna do 3.º ano, Isadora Santana, de 8 anos, diz que é apaixonada pelos livros: "Gosto dos grandes".

Na escola paranaense, o segredo do desempenho dos cerca de 200 alunos, diz a diretora Shirlei de Carvalho, está no fato de a instituição priorizar a qualidade desde a educação infantil e os reforços no contraturno. / ANGELA LACERDA. COLABORARAM ALINE RESKALLA e FABÍULA WURMEISTER, ESPECIAL PARA O ESTADO

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