Inquérito sobre violência no carnaval do DF sai em março

O resultado do inquérito aberto pela Polícia Militar do Distrito Federal para apurar se houve violência de policiais contra foliões no desfile do bloco Galinho de Brasília, na segunda-feira de carnaval, deve sair dentro de 40 dias. O tumulto ocorreu quando policiais tentaram deslocar foliões para desobstruir uma via e liberar o trânsito. Segundo o presidente do bloco, Romildo de Carvalho, foliões contaram que foram atacados por policiais. "Recebemos algumas pessoas lá no Espaço Gran Folia, avisando que houve uma verdadeira guerra, com a polícia disparando tiros de festim e balas de borracha e atirando spray de pimenta e bombas de gás lacrimogêneo."Romildo Carvalho disse que não entende a razão de a polícia exigir a desocupação do local, já que, de acordo com ele, o governo do Distrito Federal havia autorizado com antecedência a realização do desfile, partindo da via comercial até o Gran Folia, localizado no Setor Cultural Sul. O comandante geral da Polícia Militar, coronel Antônio Serra, disse que o Galinho de Brasília cumpriu as regras ao deixar o local no horário estabelecido. O que não estava previsto, nem permitido, era que foliões permanecessem no local e fizessem um carnaval particular, obstruindo a via e incomodando moradores da área com o barulho, acrescentou.Serra disse que os policiais tentaram resolver o problema por meio do diálogo, mas não funcionou. Segundo ele, os foliões resistiram à ordem de retirada, e os policiais pediram ajuda ao Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), mas, como não tiveram sucesso, foram obrigados a reagir. De acordo com o responsável pela Operação Carnaval, coronel Nelson Souza, na confusão, uma viatura da PM foi depredada e dois policiais foram feridos com garrafas."A Polícia Militar, nesse momento, não usa a violência; usa a força", afirmou o comandante da PM. "Ela usa a força para conter uma injusta agressão. Por isso, ela usou da força necessária", ressaltou. A Polícia Militar sempre colaborou com o Galinho, disse Romildo de Carvalho, ao comentar a confusão entre policiais e foliões. Segundo ele, o bloco se reúne há 16 anos e nunca registrou ocorrência policial.Depois da apuração do caso, a Polícia Militar vai encaminhar o resultado ao Ministério Público, que vai decidir se abre denúncia contra os responsáveis. As informações são da Agência Brasil.

FABIANA MARCHEZI, Agencia Estado

06 de fevereiro de 2008 | 16h24

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