Insetos: onde levá-los para identificação

Amostras devem conter informações como local e data de coleta, hospedeiro e se alguém foi picado

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2008 | 01h27

Laboratórios especializados em identificar insetos não só fornecem a ficha completa da espécie, como sugerem formas de controle em casos de praga. O Instituto Biológico (IB) recomenda manusear os insetos com pinças e luvas, para evitar picadas e irritações. Segundo o pesquisador Sérgio Ude, do Laboratório de Entomologia Geral, a amostra deve ser rotulada com local de coleta, data e nome do hospedeiro.Adultos devem ser acondicionados em embalagens com álcool diluído a 70%. Lagartas, larvas e ninfas, vivas, devem vir acompanhadas do substrato onde estão se criando, em caixas de papelão ou isopor com furos. ''Os adultos formados é que serão identificados'', explica. O IB recebe material pessoalmente ou via correio e cobra R$ 30/amostra.A seção de Entomologia do Museu de Zoologia da USP recebe amostras (percevejos, mosquitos, lagartas) e as identifica, gratuitamente, para a população em geral. O serviço é cobrado apenas quando é emitido laudo, para empresas, diz a bióloga Ana Maria Vasques. Deve-se informar onde o inseto foi coletado (jardim, dentro de casa), data de coleta, se alguém foi picado e enviá-lo em um frasco plástico, contendo álcool.No Instituto Butantã a identificação é gratuita, mas os laboratórios não atendem às empresas, diz o pesquisador Roberto Henrique Pinto Moraes, do Laboratório de Parasitologia. ''Recebemos barbeiro, falso barbeiro, carrapato, taturana, lagarta, etc. Se for inofensivo retornamos à natureza.''O envio de fotos por e-mail pode ser uma opção prática, diz o professor de Entomologia da Esalq/USP, Roberto Antonio Zucchi. ''A fotografia deve mostrar o inseto e os sintomas da planta atacada.'' A Clínica Entomológica da Esalq trabalha só com insetos de importância agrícola, como lagartas, pulgões, moscas e saúvas, e não cobra pelo serviço. O inseto deve ser enviado morto e protegido contra choques. ''Ideal é ligar para a clínica antes de enviar o material'', sugere Zucchi.O Centro de Fitossanidade do Instituto Agronômico (IAC) analisa insetos que causam danos a culturas de expressão econômica, ''mediante contato prévio'', diz o pesquisador André Lourenção. O serviço, por amostra, custa a partir de R$ 50. ''Há um modo próprio para coletar e manusear cada grupo de insetos. Por isso, o ideal é seguir orientação conforme o tipo de amostra.''

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