Inspetor de polícia nega ter torturado jornalistas no Rio

O inspetor de Polícia Civil, Odinei Fernandes da Silva, negou o envolvimento com as milícias e negou ainda ter comandado a tortura a uma equipe de reportagem do jornal O Dia, disse o advogado do policial, André Gomes. O inspetor se apresentou hoje à policia, depois de permanecer 14 dias foragido. "Meu cliente não pode ter sido reconhecido por fotografias porque as pessoas que se dizem torturadas por ele disseram que seus agressores usavam capuz ninja. Além disso, não há nenhum laudo atestando a tortura", afirmou o advogado, referindo-se ao fato de a equipe de jornalistas não ter feito exame de corpo de delito. De acordo com o advogado, o inspetor seria vítima de represália por conta de denúncias que fez sobre corrupção na Polícia Civil. O advogado disse ainda que Odinei Silva não se apresentou antes por problemas de saúde. Porém, o advogado não quis informar que problema seria esse. O inspetor prestou depoimento durante cerca de três horas e foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame de corpo de delito e depois será encaminhado para o presídio de Bangu 8.

CLARISSA THOMÉ, Agencia Estado

16 de junho de 2008 | 15h38

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