Inspetores chineses fecham 180 fábricas de alimentos

O órgão chinês de inspeção sanitária informa que formaldeído, corantes ilegais e cera industrial vinham sendo usados para fabricar doces, picles, biscoitos

Agencia Estado

02 Julho 2007 | 08h53

No mesmo dia em que a mídia estatal chinesa anuncia o fechamento, por uso de materiais tóxicos, de 180 fábricas de alimentos, importadores japoneses realizam um "recall" de pasta de dente chinesa - que contém um anticongelante químico - e uma empresa dos EUA acusa sua parceira chinesa de fabricar pneus defeituosos. O órgão chinês de inspeção sanitária informa que formaldeído, corantes ilegais e cera industrial vinham sendo usados para fabricar doces, picles, biscoitos e comida à base de frutos do mar, noticia o jornal China Daily. A China luta para superar as críticas intensas que recebe por exportar produtos inseguros antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, um motivo de orgulho nacional. Autoridades chinesas pedem controles mais estritos e maior publicidade dos casos apurados. Pasta de dentes chinesa já foi proibida em diversas partes do mundo, e uma onda de mortes de animais de estimação nos EUA foi atribuída a glúten contaminado, de origem chinesa, usado nas rações. De acordo com o China Daily, uma onda nacional de repressão à negligência na fabricação de produtos, lançada em dezembro, revelou 180 fábricas que usavam produtos químicos industriais na fabricação de alimentos. "Não se trata de casos isolados", diz um representante da Administração Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena, Han Yi. A admissão feita por Han é importante porque, no passado, sua agência havia afirmado que violações de segurança na produção de alimentos eram obra de alguns poucos elementos criminosos. Han disse que a maioria das indústrias implicadas era pequena, fábricas operavam sem licença e tinham menos de dez funcionários.

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