Instituição nega artifício e atribui sucesso a comissão

A vice-reitora da Unip, Marília Ancona Lopez, negou que a universidade tenha deixado alunos sem nota para evitar que prestassem o Enade. "Todo mundo que completou o curso fez o exame."

O Estado de S.Paulo

03 Março 2012 | 03h04

Ela disse que houve "dois ou três" casos de estudantes cujas notas foram atribuídas com atraso. "Foi um número muito pequeno e nós informamos ao MEC os motivos", disse. "Às vezes acontece de o professor demorar a dar a nota porque o aluno entregou algum trabalho com atraso."

Marília atribuiu o desempenho muito acima da média nacional a um esforço iniciado em fins da década passada: a Unip passou a tratar o Enade como prioridade e criou uma comissão para acompanhar a qualidade dos cursos.

Ela disse que a comissão adotou providências como analisar a fundo as diretrizes do Enade. "Preparamos quase cem volumes de material de preparação para o exame." Outras medidas foram investir na qualificação dos professores e sensibilizar alunos. "Fizemos palestras motivacionais e demos prêmios, como bolsas em cursos de pós a distância da Unip e iPods."

Marília disse que a Unip ainda não recebeu o ofício do MEC pedindo explicações sobre denúncias de fraude. "Temos dados para mostrar que não há irregularidades. A Unip é muito grande, é visada. Então sempre tomamos cuidado para fazer tudo certo."

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