Integrantes de milícia são absolvidos no Rio

Os seis acusados de integrarem a milícia Liga da Justiça, que atua na zona oeste do Rio de Janeiro, foram absolvidos pelo 4º Tribunal do Júri da Capital na noite de ontem. A absolvição foi pedida pelo Ministério Público (MP), autor da denúncia, por os dois sobreviventes do atentado, principais testemunhas de acusação no processo, terem negado a participação do grupo no crime.

PEDRO DA ROCHA, Agência Estado

25 de fevereiro de 2011 | 19h05

Luciano Guinâncio Guimarães, Fábio Pereira de Oliveira, Moisés Pereira Maia Júnior, Júlio César Ferraz de Oliveira, Ivilson Umbelino de Lima e Silvio Pacheco Fontes foram denunciados pelas tentativas de homicídio qualificado do segurança Carlos Eduardo Marinho dos Santos e do ex-PM Marcelo Gouveia Bezerra. O julgamento durou mais de 13 horas e foi presidido pela juíza Elizabeth Machado Louro, titular do 4º Tribunal do Júri.

Bezerra e Santos afirmaram que foram vítimas de um assalto cometido pela facção criminosa Comando Vermelho (CV). Os depoimentos das vítimas no júri foram diferentes daqueles prestados aos policiais e na fase de instrução da ação penal.

Segundo denúncia do MP, a picape em que Carlos Eduardo e Marcelo Gouveia estavam foi atingida por 35 tiros, no dia 28 de maio de 2008, em um farol de trânsito em Campo Grande. O motivo do crime seria disputa entre milícias e vingança porque Carlos Eduardo, que estava ao volante do veículo, resistiu à ocupação de parte de um terreno, dentro do condomínio em que era segurança. A Liga da Justiça queria instalar no local um centro social para atividades políticas e eleitorais.

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