Intel pode ter poucas escolhas em grande aposta de manufatura

A decisão da Intel de gastar 13 bilhões de dólares em 2013 para desenvolver e construir tecnologia futura de manufatura não foi bem recebida por Wall Street mas pode ser necessária se a companhia quiser continuar à frente de seus rivais nos próximos anos.

NOEL RANDEWICH, Reuters

21 de janeiro de 2013 | 16h20

A ação da maior produtora de chips do mundo chegou a recuar quase 7 por cento na sexta-feira, um dia após executivos afirmarem que a companhia aumentaria o investimento em 2013 frente ao montante já elevado de 1 bilhão de dólares.

Alguns analistas criticaram a decisão, afirmando que elevar a Intel não deveria aumentar sua capacidade produtiva no atual mercado de computadores anêmico. Maiores gastos podem pressionar ainda mais as margens e podem fazer com que a Intel tenha ainda mais capacidade inutilizada se as vendas de PCs continuarem a recuar.

Mas outros acreditam que a maior prioridade da Intel precisa ser a manutenção de sua vantagem tecnológica, um esforço custoso mas necessário que pode até valer a pena no longo prazo com ganhos em participação no mercado. Subir na ladeira tecnológica também pode gerar economias de custos, ajudando a proteger as margens da Intel enquanto a companhia tenta alcançar rivais nos segmentos de smartphones e tablets.

"É essa a aposta que eles estão fazendo, e eles estão apostando tudo", disse o analista Stacy Rasgon, do Sanford Bernstein. "Se a Intel parar, TSMC e Samsung podem alcançá-la -- e aí ela está frita".

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