Interior já tem quatro áreas de risco para febre maculosa

Após mortes, Saúde vai investigar infestação por carrapato, transmissor da doença, em Morungaba e em regiões de Campinas

RICARDO BRANDT /CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2012 | 02h08

Três áreas de Campinas e uma em Morungaba, no interior de São Paulo, estão sendo demarcadas como áreas de risco para febre maculosa e começaram nesta semana a passar por um levantamento sobre o nível de infestação do carrapato-estrela, transmissor da doença, pela Superintendência de Controles de Endemias (Sucen). Três pessoas morreram em outubro por causa da doença em Campinas.

Segundo a Secretaria de Saúde, elas contraíram a bactéria nas regiões que receberão a campanha: os distritos de Joaquim Egídio e Sousas, o bairro Parque Jambeiro e um pesqueiro na cidade vizinha, Morungaba. Os dois distritos são áreas de turismo e concentram muitos restaurantes.

As quatro áreas consideradas focos de transmissão da maculosa, que matou três pessoas - um menino de 10 anos e dois homens, de 33 e 35 anos -, estão recebendo sinalização com placas sobre a presença do carrapato e sobre os riscos da doença. Panfletos com orientações também estão sendo preparados pela prefeitura.

A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela infectado por uma bactéria que se hospeda em animais silvestres, especialmente a capivara. Os sintomas principais são febre alta, mal estar e dor no corpo. Manchas vermelhas também podem aparecer na pele. A doença é considerada grave, de alta letalidade, se não for tratada precocemente.

Neste ano foram registrados cinco casos da doença em Campinas, sendo quatro deles em outubro. Duas pessoas conseguiram se tratar. No caso das mortes, uma das vítimas morava no Parque Jambeiro e as outras duas em Joaquim Egídio.

Em um dos casos, a vítima era uma criança que frequentava um pesqueiro em Morungaba. "Por isso, a investigação está ocorrendo também na outra cidade", diz a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Maria do Carmo Ferreira.

Os profissionais de saúde da rede pública já começaram a receber a orientação para que investiguem a exposição ao carrapato para fazer o diagnóstico precoce da doença.

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