Internet tem manual para orientar manifestantes

Um roteiro intitulado "Tudo que você precisa saber sobre o quinto ato", uma espécie de manual de conduta para quem vai participar do protesto marcado para esta segunda-feira (17) contra o aumento no preço das passagens de ônibus, ou mesmo para quem quer ajudar sem sair de casa, está circulando no Facebook, com dezenas de compartilhamentos.

ROBERTA PENNAFORT, Agência Estado

16 de junho de 2013 | 15h37

São mais de 30 orientações, compiladas por jovens ativistas que vêm acumulando experiência em manifestações. O texto inclui dicas como: andar sempre em grupo, para não correr risco de agressão por parte da polícia; fazer fotos e gravar vídeos, para que depois as imagens sejam compartilhadas nas redes sociais.

São listados também conselhos bem práticos: o uso de tênis confortáveis, "que sirvam para correr", e de roupas impermeáveis, que barram o contato da pele com o gás lacrimogêneo, além do uso de óculos de natação para proteger os olhos e de máscaras próprias para pintores de parede.

"Tome banho. A oleosidade da pele também ajuda a fixar o gás lacrimogêneo", ensina o texto. "Não use brincos, piercings, colares, gravatas. Leve calça e blusa extras, guardados na mochila, para você trocar as roupas contaminadas."

Para quem não quer participar, mas gostaria de ajudar os manifestantes, é pedido o desbloqueio do sinal Wi-Fi, para que possa ser usado da rua. Outras sugestões são a colocação de bandeiras brancas nas janelas, como forma de apoio à causa, a disponibilização de garrafas d''água e embalagens de vinagre, assim como a proteção de grupos nas portarias dos prédios.

Pede-se ainda que os rostos das lideranças não sejam fotografados, evitando "perseguições", e que casos de violência sejam documentados com celulares e câmeras, para que possam ser denunciados.

"Seja pacífico. Lute, mas não recorra à violência. Se houver manifestações de violência, filme e reporte. Afaste-se dos ambientes onde está acontecendo combate, depredações e conflito. Essas ações invalidam e deturpam o valor da manifestação. No lugar disso, leve seu cartaz e prepara a voz pra gritar. Em caso de agressão policial com balas de borracha, deite no chão."

O texto ainda explica o que a polícia tem e não tem direito de fazer com os manifestantes, informa como agir em caso de prisão e como prestar os primeiros socorros a feridos. Grupos de manifestantes em 32 cidades brasileiras e 29 estrangeiras, nas Américas, Europa, Ásia e Oceania, são listados como referência.

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