Inundações podem piorar em janeiro, alerta governo

Além das enchentes urbanas, represas correm o risco de transbordar se alto volume de chuvas continuar

Lígia Formenti, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

05 Dezembro 2009 | 00h00

A sala de situação montada há um mês pela Agência Nacional de Águas (ANA) revela um cenário preocupante para janeiro. Além de enchentes urbanas, como a que aconteceu em São Paulo anteontem, o próximo mês pode ser marcado por transbordamentos de represas, mantida a tendência de alto volume de chuvas.

A região de maior risco é a Sul, onde a maior parte dos reservatórios opera em sua capacidade máxima. Ao longo do Rio Uruguai, por exemplo, Itá e Passo Fundo estão 100% preenchidas, Machadinho, por sua vez, opera com 98% de sua capacidade. No Rio Iguaçu, Salto Santiago e G. B. Munhoz apresentam números também preocupantes: as duas represas estão 99% cheias.

"O alerta para a região já foi feito", afirma o superintendente de Usos Múltiplos da ANA, Joaquim Gondim. Ele explica que a maior parte das recentes enchentes são fruto da combinação de alto volume de chuvas, solo encharcado ou baixa capacidade de escoamento de água.

A partir de janeiro, no entanto, aumenta o risco de enchentes provocadas pelo transbordamentos de represas.

O serviço montado pela ANA acompanha 630 reservatórios - os mais representativos dos 20 mil existentes no País.

A sala tem como objetivo fazer acompanhamento constante dos reservatórios e emitir alertas, quando necessário, para a Defesa Civil das cidades sob risco de enchentes. Por enquanto, foram feitos alertas para municípios ameaçados na Região Sul. Na Região Norte, cidades também foram alertadas, mas por motivo inverso: seca, sobretudo na cidade de Manoqui, em regiões próximas à do Rio Negro.

"A situação não mudou muito em relação ao início do mês: 39 reservatórios operam com 90% de sua capacidade e outros 21, com 95%. É uma situação de alerta, mas não há motivo para pânico", assegurou Gondim.

Em São Paulo, boa parte das represas trabalha com o chamado volume de espera. O reservatório é mantido em um nível mais baixo, justamente para assegurar que, em caso de chuvas intensas, não haja transbordamentos.

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