Invasão do MST deixa Vale sem minérios; justiça manda sair

Com a ocupação de cerca de 400 pessoas, quase três mil vagões de cargas deixaram de circular na Estrada

EQUIPE AE, Agencia Estado

18 de outubro de 2007 | 15h04

A ocupação da Estrada de Ferro Carajás (EFC) por um grupo do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) deixará a usina de pelotização da Vale do Rio Doce no Maranhão sem matéria-prima para produção, a partir desta quinta-feira, 18, segundo comunicado divulgado pela companhia. A Justiça Federal já concedeu  liminar garantindo à CVRD reintegração de posse da Estrada de Ferro Carajás (EFC).       Na manhã de 17 de outubro, a estrada foi ocupada por cerca de 400 pessoas. Com o uso até de tratores , os manifestantes levaram para o local grande quantidade de alimentos , material para acampamento e utensílios . O número de barracas, que ontem era de aproximadamente 50, dobrou em menos de 24 horas.   Com a ocupação,  2.700 vagões de carga deixaram de circular diariamente e 250 mil toneladas de minério de ferro não serão transportadas, para garantir a integridade dos empregados da Vale, segundo a nota.   O juiz federal Francisco de Assis Garcês Castro Júnior determinou que o governo do Pará ofereça, em no máximo cinco dias, um efetivo da Polícia Militar para auxiliar a Polícia Federal na reintegração.   O juiz pediu ainda que o Ministério da Justiça libere um efetivo para auxiliar esta equipe, uma vez que o número de policiais da delegacia de Marabá será insuficiente para a missão. De acordo com a Vale, a multa diária pela ocupação é de R$ 10 mil. Mesmo assim, até o momento não obteve nenhum resultado junto às autoridades estaduais e federais.    

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