Invasores da casa de Lancellotti esqueceram celular

O grupo que invadiu a casa do padre Julio Lancellotti na Mooca, no início de novembro de 2006, deixou para trás um telefone celular, que foi entregue à polícia. A residência do religioso foi invadida duas vezes no ano passado. Ele mora com a mãe, Vilma, de 84 anos, e uma sobrinha. O advogado do padre, Luiz Eduardo Greenhalgh, afirmou que as pessoas que invadiram o local podem ser as mesmas acusadas de achacar Lancellotti. O telefone celular foi esquecido quando o bando fugiu pelos fundos da casa, depois de ter sido visto por vizinhos, que chamaram a polícia.Hoje (06), o juiz da 31ª Vara Criminal de São Paulo, Caio Farto Salles, interrogou o ex-interno da Febem Anderson Batista, a mulher dele, Conceição Eletério, e aos irmãos Evandro e Everson dos Santos Guimarães, todos presos por extorsão. Os depoimentos duraram duas horas e meia no Fórum da Barra Funda. Na saída, o advogado dos acusados, Nelson Bernardo da Costa, disse que eles afirmaram que não houve extorsão, mas sim grandes quantias de dinheiro repassadas pelo padre a Batista, em troca de sexo. Segundo Costa, Conceição contou ao juiz que desconfiava que seu marido mantinha algum relacionamento com o padre. Já sobre a ação dos irmãos Guimarães, que buscariam envelopes de dinheiro com Lancellotti a mando de Batista, Costa contou que a senha para a entrega eram bilhetes escritos por Batista. ?Foi o padre que sugeriu?, afirmou o advogado, que pretende pedir a revogação da prisão preventiva dos quatro. ?Não há nenhuma prova cabal de extorsão.?

Agencia Estado

06 de novembro de 2007 | 22h00

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