Invasores do Jardim Botânico terão de sair

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, confirmou que serão removidas do Jardim Botânico do Rio as famílias que moram no parque. A retirada foi determinada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no mês passado, em primeira instância, e pode afetar 620 famílias. "Não tem discussão de classe. Rico ou pobre, se tiver invadido, vai sair", afirmou a ministra.

HELOISA ARUTH STURM / RIO, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2012 | 02h05

Izabella disse que o governo trabalha na demarcação territorial do parque, para identificar as famílias que poderão permanecer no local. A área é tombada desde 1937, mas os limites nunca foram definidos. "Há três demarcações históricas. Temos de olhar os territórios, ver quem estava antes, quem tem direito de ficar, quem não tem direito, quem é invasor." A ocupação da área teve início desde a fundação do parque, em 1808, quando os funcionários foram convidados a morar no entorno. Mas a regularização fundiária da região nunca aconteceu.

O TCU determinou que a remoção ocorra até outubro de 2013. Além da retirada das famílias consideradas invasoras, serão removidas cerca de 200 casas em áreas de risco, como encostas e margens de rio. "O secretário executivo (Francisco Gaetani) disse estar olhando o plano de realocação. As pessoas vão ser retiradas e estamos procurando saber onde as colocamos."

A ministra disse que se reunirá com ruralistas e ambientalistas para trabalhar na implementação do Código Florestal, que ela considera "página virada". "Vamos ter estratégia de regulamentação, depois, de implementação, quando se terá mecanismos de monitoramento e de avaliação."

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