Investigação da morte de Natalie Wood é reaberta, 30 anos depois

Declarações de capitão do iate onde a atriz estava antes de se afogar implicam seu marido, o ator Robert Wagner

LOS ANGELES, O Estado de S.Paulo

19 de novembro de 2011 | 03h07

A investigação da morte da atriz Natalie Wood, por afogamento, ocorrida há quase 30 anos na Califórnia, foi reaberta após declarações do capitão do iate em que ela estava que implicam seu marido, o ator Robert Wagner. Ontem, no programa Today, da rede de TV NBC, Dennis Davern, que comandava o iate Splendour em 29 de novembro de 1981, data do afogamento, afirmou que uma briga da atriz com Wagner, levou-a à morte, aos 43 anos.

Segundo o tenente John Corina, Wagner, de 81 anos, mais conhecido no Brasil como um dos protagonistas do seriado Casal 20, exibido no início dos anos 1980, não é considerado suspeito. "Neste momento, a causa da morte dela é por afogamento acidental", disse. Ele revelou que o caso será revisado e testemunhas serão ouvidas.

A atriz, famosa por filmes como Juventude Transviada, Rastros de Ódio, Clamor do Sexo e Amor, Sublime Amor e três vezes indicada ao Oscar, estava no iate com Wagner, sua irmã Lana e o ator Christopher Walken, com quem fez seu último filme, Projeto Brainstorm. Os três últimos afirmaram em diferentes ocasiões que muita bebida alcoólica foi consumida e ninguém sabe como a atriz caiu na água, perto da Ilha Santa Catalina.

Davern afirmou na TV que mentiu às autoridades sobre os eventos ocorridos no iate, quando foi ouvido logo após a tragédia. Ele se recusou a dar detalhes, dizendo que cabe aos investigadores apurar os fatos, mas, ao ser indagado se uma briga entre Natalie e Wagner teria provocado a morte da atriz, respondeu apenas que "sim". Ele também acusou Wagner de não ter colaborado com as investigações, novamente ser fornecer detalhes.

Um porta-voz de Wagner afirmou que o ator e sua família apoiam a reabertura da investigação, mas levantou a suspeita de que Davern estaria tentando lucrar com a efeméride dos 30 anos da morte da atriz. Davern nega ter essa intenção.

Walken não foi encontrado para comentar. Ontem, uma rádio de Washington transmitiu uma falsa entrevista com o ator sobre o caso, mas era um funcionário da emissora fazendo uma imitação. / AP e AFP

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