Investigação sobre roubo milionário no Itaú abre crise

A descoberta de uma investigação paralela sobre o grupo acusado do roubo milionário de joias da agência do banco Itaú na Avenida Paulista, na região central de São Paulo, abriu uma crise dentro da Polícia Civil. O delegado Ruy Ferraz Fontes, titular do 69.º Distrito Policial (Teotônio Vilela), na zona leste, abriu um inquérito e recebeu do banco cópias das imagens do crime antes do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).

Agência Estado

14 de setembro de 2011 | 09h44

A cúpula da Segurança Pública só soube da magnitude do roubo oito dias depois. O desencontro deu uma dianteira de uma semana aos ladrões em relação à investigação - o inquérito policial para apurar oficialmente o assalto só foi aberto em 5 de setembro pela Delegacia de Roubos a Banco do Deic, que recebeu as imagens dos ladrões no dia 8. O crime aconteceu em 28 de agosto. Até agora, ninguém foi preso.

Ouvido pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, Fontes, que já foi responsável pela Delegacia de Roubos a Banco do Deic, disse que abriu seu inquérito para apurar "formação de quadrilha". Ele contou que recebeu as fotos dos ladrões do banco no dia 6. Seu inquérito foi aberto no dia 5, mas desde o dia 2 seus homens já faziam diligências. "Não estou investigando o roubo, mas quadrilhas da região", disse.

Segundo policiais do Deic, nos dias 29 e 30 seus homens entraram em contato com a segurança do banco, mas não foram informados sobre a magnitude do assalto. No boletim de ocorrência feito pela agência bancária, não é relatado o que foi levado dos cofres, apenas balas de revólveres e equipamentos de segurança da empresa de vigilância. Não havia nada no boletim que informasse joias, dólares e ouro levados de 138 cofres arrombados - no total, 120 clientes foram roubados. Cerca de 16 bandidos armados renderam o vigia, invadiram o banco às 23h50 do dia 27 e ficaram no local até as 9h40 do dia seguinte.

O roubo do Itaú envolve valores que chegariam a R$ 100 milhões. Por ora, só cinco vítimas procuraram a polícia para dar queixa do que foi levado. O Itaú informou ontem por meio de nota que colabora com as investigações da polícia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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