Iodo na flor? Anvisa vai discutir

A prática de misturar iodo ao sal começou nos Estados Unidos, em 1924. De lá para cá, difundiu-se pelo mundo.

O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2012 | 02h12

Desde os anos 1950, a mistura é obrigatória no Brasil, como parte de uma política de prevenção de distúrbios por deficiência de iodo, como o cretinismo em crianças ou o bócio. O iodo é adicionado sob a forma de iodato de potássio. Ele é inócuo ao paladar e à coloração.

A escolha do sal de cozinha como meio de elevação da ingestão de iodo se deu porque o sal é consumido continuamente pela população.

O teor de iodo exigido pela Anvisa é de 20 a 60 miligramas por quilo de sal. A água do mar já contém iodo, mas em pequena quantidade.

Até os anos 1980, o governo brasileiro financiava o iodo adicionado pelas salinas. Desde então, passou a ser custo das empresas. Sais importados, como as variedades de flor de sal francesas, não levam iodo, mas são encontrados no mercado - geralmente entram no País como tempero, não como sal.

A Anvisa deve discutir em março a suspensão da necessidade de se adicionar iodo à flor de sal, já que ela não é um produto consumido em larga escala como o sal comum.

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