IPC-S tem menor alta desde outubro, de 0,20%

Os reajustes de remédios, cigarros e tarifas continuaram se dissipando, o que ajudou a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) a desacelerar mais uma vez.

REUTERS

23 de junho de 2009 | 08h39

O indicador subiu 0,20 por cento na terceira prévia deste mês, ante alta de 0,29 por cento na segunda, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

"Este foi o menor resultado desde a primeira semana de outubro de 2008, quando o resultado foi de 0,16 por cento", disse a FGV em nota.

"A desaceleração foi influenciada pelo recuo na variação de quatro das sete classes de despesa componentes do índice."

Os custos de Despesas Pessoais, que estão refletindo o reajuste dos cigarros, desaceleraram fortemente o aumento, passando de 1,96 por cento na segunda prévia para 1,11 por cento na terceira

Os preços de Habitação passaram para 0,30 por cento agora ante 0,48 por cento na leitura anterior. Os de Saúde e cuidados pessoais --que refletem o aumento dos remédios-- subiram 0,32 por cento agora, comparado à alta de 0,47 por cento antes. Outro grupo com desaceleração foi o de Educação, leitura e recreação.

Por outro lado, os preços de Alimentação voltaram a subir, embora ligeiramente, em 0,01 por cento agora ante queda anterior de 0,04 por cento. Vestuário também acelerou, com alta de 0,64 por cento na terceira prévia ante 0,55 por cento na segunda.

As maiores quedas individuais de preços na terceira prévia de junho vieram dos alimentos e de habitação: mamão papaia, cenoura, tarifa de energia elétrica, tomate e alface.

As principais altas foram de leite longa vida, cigarro, aluguel, alho e tarifa de água e esgoto.

Apesar de ainda constar entre as maiores contribuições altistas, a alta de 2,51 por cento dos cigarros na terceira prévia do mês ficou abaixo da de 4,90 por cento apurada na segunda leitura.

(Reportagem de Vanessa Stelzer)

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