''IPCC nacional'' reunirá pesquisas sobre clima

''IPCC nacional'' reunirá pesquisas sobre clima

O Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) começa na próxima semana a chamar pesquisadores que queiram colaborar com o grupo na elaboração de um relatório sobre aquecimento global no País. A ideia é que, no prazo de um mês, a lista de autores esteja fechada.

AFRA BALAZINA e ANDREA VIALLI, O Estadao de S.Paulo

27 de março de 2010 | 00h00

Segundo Suzana Kahn, atual secretária nacional de Mudanças Climáticas e presidente do comitê científico do PBMC, cerca de 150 pesquisadores devem participar. Serão levados em conta critérios geográficos e de gênero para a escolha. "Queremos ter também uma boa participação feminina", afirma ela. Os autores serão chamados via entidades como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Mas eles não precisam necessariamente ser ligados a essas instituições.

O painel terá como objetivo compilar estudos na área de clima que mostrem a realidade do Brasil - já que a maioria dos dados e pesquisas usados pelo painel do clima das Nações Unidas (IPCC) vem de regiões desenvolvidas, como EUA e Europa. Suzana quer que o primeiro relatório do PBMC fique pronto em 2012, a tempo de ser apresentado na conferência Rio + 20, que marcará os 20 anos da Eco 92.

REDD pode reduzir emissões em até 39%

Os mecanismos financeiros conhecidos como REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação, com manejo de florestas) têm potencial de reduzir as emissões de gases estufa dos países emergentes, como o Brasil, em até 39%. O dado é da Associação Brasileira de Empresas do Mercado de Créditos de Carbono (Abemc). Segundo Flavio Gazani, presidente da entidade, serão precisos mais investimentos privados para que os projetos de REDD+ tomem impulso. "Precisamos fazer com que a floresta em pé seja um negócio lucrativo", diz Gazani.

Garrafas de plástico de cana-de-açúcar

A filial brasileira da Coca-Cola anunciou que até 2020 todas as suas embalagens de plástico serão feitas 100% de resinas fabricadas com cana-de-açúcar. Hoje a empresa já utiliza uma garrafa com 30% de plástico "verde" .

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