iPhone 5 chega à China após queda de fatia de mercado da Apple

O lançamento na China do iPhone 5 na sexta-feira deve render à Apple um refúgio após um recente deslize no que provavelmente já é o maior mercado de smartphones do mundo, mas suas esperanças no longo prazo dependem de nova tecnologia que está sendo testada pela maior operadora de serviços de telecomunicações da China.

MELANIE LEE, Reuters

13 Dezembro 2012 | 19h52

A Apple tem negociado a possibilidade de uma associação com a China Mobile há quatro anos. Um acordo com a maior operadora da China é visto como crucial para melhorar a distribuição da Apple num mercado de 290 milhões de usuários -- número que, segundo estimativas, vai dobrar neste ano.

A China é o segundo maior mercado da Apple, e aquele que registra mais rápido crescimento --o país gera cerca de 15 por cento da receita total-- mas a incapacidade da companhia em chegar a um acordo com a China Mobile significa que ela está abrindo mão de um grande número de usuários de celulares.

À medida que o bolo da China cresce, as vendas da Apple sobem, mas sem a China Mobile, ela está perdendo terreno em um ritmo mais rápido do que outras marcas.

"Em termos absolutos, esse lançamento certamente resultará em fortes vendas para a Apple na China. No entanto, em termos relativos, não acredito que vai ter grande resultado em fatia de mercado", disse o analista Shiv Putcha, do Ovum, uma consultoria global de tecnologia.

A China Mobile e a Apple inicialmente disseram estar separadas apenas por uma questão tecnológica --já que a rede 3G da operadora chinesa opera em padrão diferente da maior parte do mundo-- mas isso evoluiu para um problema mais complexo e mais amplo relacionado ao compartilhamento de receita.

"A China Mobile e a Apple ainda têm de resolver muitas disputas, como o modelo de negócios, artigos de cooperação e divisão de receitas, mas eu acredito que chegaremos a um acordo eventualmente", disse o presidente-executivo da China mobile, Li Yue, segundo a mídia chinesa.

A Apple China se recusou a comentar. A China Mobile disse não ter novidades sobre as discussões com a Apple.

A concorrência com companhias chineses derrubou a Apple no terceiro trimestre para sexto lugar no mercado chinês de smarphones, perto de virar o maior do mundo neste ano, informou a empresa de pesquisas IDC.

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