Irã admite que há ex-militares entre reféns na Síria

O chanceler do Irã disse que alguns dos cidadãos do seu país sequestrados por rebeldes sírios na semana passada são soldados reformados da Guarda Revolucionária, informou a imprensa iraniana na quarta-feira.

Reuters

08 de agosto de 2012 | 11h53

"Alguns desses (iranianos) são pensionistas do CGRI (Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica) e dos militares ... e outros eram de outros departamentos diferentes", disse Ali Akbar Salehi, segundo a agência estudantil de notícias Isna. Ele negou que os reféns tivessem atualmente qualquer atuação militar.

Rebeldes sírios disseram ter sequestrado no sábado um ônibus com 48 sírios suspeitos de serem militares enviados para auxiliar o governo de Bashar al Assad, que há 17 meses reprime uma insurgência na Síria. Teerã diz que o grupo era composto por peregrinos em visita a uma mesquita em Damasco.

As declarações de Salehi foram publicadas depois de ele ter visitado na terça-feira a Turquia para pedir que o governo local use suas relações com os rebeldes sírios para garantir a libertação dos iranianos.

Salehi disse que funcionários públicos aposentados se inscreveram para a peregrinação em Damasco depois de os combates na capital síria diminuírem de intensidade.

(Reportagem de Yeganeh Torbati)

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