Iraque aprova execução de 'Ali Químico'

Responsável por genocídio de curdos que vivem no norte do país será executado nos próximos 30 dias

Da BBC Brasil, BBC

29 de fevereiro de 2008 | 06h25

A Presidência do Iraque aprovou a execução de Ali Hassan al-Majeed, conhecido como "Ali Químico", primo e um dos aliados mais próximos do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein. Al-Majeed, condenado por genocídio e responsabilizado pela morte de 100 mil curdos em uma campanha militar no norte do Iraque em 1988, a operação Anfal, deverá ser executado nos próximos 30 dias. Al-Majeed ficou conhecido como "Ali Químico" pela uso intenso de gás mostarda e outros elementos químicos na campanha contra os curdos. Ele foi condenado em junho do ano passado junto a outros dois ex-colaboradores de Saddam, o chefe militar Hussein Rashid al-Tikriti, e o ex-ministro da Defesa Sultan Hashem. Os três deveriam ter sido enforcados em outubro passado, mas a condenação de Hashem causou uma disputa política, depois que líderes sunitas afirmaram que ele não era moralmente culpado, pois "estava apenas cumprindo ordens". Críticas Na ocasião, o vice-presidente sunita Tareq al-Hashemi se recusou a assinar a sentença. A Presidência então entrou em disputa com o primeiro-ministro, que também criticou a Embaixada americana por não entregar os três prisioneiros para a execução - eles permanecem sob poder dos Estados Unidos. Agora o conselho da Presidência aprovou a sentença, mas apenas para "Ali Químico", cuja execução deve ser realizada nos próximos 30 dias, segundo as leis iraquianas. Os outros dois condenados, no entanto, permanecem sem saber se terão a sentença confirmadaou não. A disputa continua indefinida e pode durar infinitamente, mas parte da pressão diminuiu com a confirmação da sentença de Al-Majeed, afirma o correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir.  Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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