Iraque começa a sacrificar aves para conter vírus

Com tristeza, a viúva Amina Qader observou seus 70 patos e frangos, sua principal fonte de renda, serem levados embora em sacos plásticos. Essas aves estão entre as mais de 500.000 sacrificadas nos últimos dois dias pelo norte do Iraque, enquanto o país, já destroçado pela guerra, agora luta para controlar o vírus da gripe aviária. A matança maciça segue-se ao núncio da morte de uma menina de 15 anos, vítima do vírus H5N1.As autoridades iraquianas prometeram indenizar as pessoas pela perda das aves domésticas, mas não citou qual será o valor da compensação.Bingird é um vilarejo de 2.500 habitantes, na margem oeste do reservatório Dukan, uma parada para as aves migratórias que se deslocam para o sul, vindo da Turquia, país onde pelo menos 21 pessoas foram diagnosticadas com a cepa H5N1. Oposta da Bingird, do outro lado do reservatório, fica Raniya, cidade onde vivia Shangen Abdul Qader, a menina que morreu de gripe.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2006 | 15h27

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